15/08/2014 

2012 – Um Ano de Atritos no Comércio Internacional

Edição 116

 

A crise da Europa e dos Estados Unidos está longe do fim. Este é o tom das declarações dos líderes dos países desenvolvidos na primeira semana do ano. Pelo contrário, a crise financeira tornou-se econômica e evolui para crise social, sobretudo na periferia da zona do Euro.


Na Ásia, o Japão segue estagnado e o crescimento chinês dos últimos anos esteve sustentado em boa medida no setor externo tendo o mercado norte-americano o principal sorvedouro das suas exportações.


A questão que se impõe neste momento não é se 2012 vai ser melhor ou pior que 2011. A perspectiva é de que seja pior. A questão é se a crise dos desenvolvidos irá contaminar os emergentes. Os pobres estão ruins desde sempre.


O Brasil está no grupo do meio. Não atravessa nenhuma crise pelo lado externo da economia, apesar da desaceleração econômica do último trimestre e do endividamento das famílias.


Pelo contrário os números da balança comercial de 2011 impressionam e demonstram que o comércio exterior brasileiro caminha rumo à maturidade na inserção internacional rompendo com o longo período em que o market share do país esteve na casa de 1% do comércio mundial para atingir 1,4% em 2011.


O que reserva 2012 no comércio exterior brasileiro? Em virtude da crise nos desenvolvidos, os preços das commodities devem se manter relativamente estáveis em relação a 2011. O que deve ocorrer é um aumento no volume exportado, dependendo da manutenção do crescimento chinês.


Já o segmento de manufaturados e semimanufaturados enfrenta um cenário mais complicado. Economia doméstica desacelerada e, diante do quadro externo, é bastante provável que os países busquem aumentar suas exportações gerando atritos numa competição acirrada. O fator chave será a taxa de câmbio. Há analistas que apostam numa taxa de 2,2 no segundo semestre.


Apesar do cenário externo preocupante, a expectativa é que a corrente de comércio do país (importações + exportações) atinja 500 bilhões com redução do saldo comercial ou até um pequeno déficit.


Claudio César Soares, 49, é Diretor da Export Manager Trading School.

 

 


O Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC) divulgou ontem, 02/01/2012, os resultados da balança comercial de dezembro e do ano de 2011.


O saldo comercial foi de 29,7 bilhões e a corrente de comércio atingiu patamar histórico de 482,3 bilhões.

 

Fonte: ACE Institucional



Sou um pequeno importador no regime de simples nacional. Quais tributos entram no custo da mercadoria importada?
Todos os tributos incidentes na importação (Imposto de Importação, IPI, PIS, COFINS) acumulam no custo quando o importador encontra-se neste regime fiscal.



Dólar Futuro – entubado entre 1,840 e 1880. Leve baixa na semana.


Euro Futuro – expectativa de alta atingindo 2,430.
 

Fonte: Export Manager