15/08/2014 

Promoção Comercial do Brasil Tem Visão Ultrapassada

Edição 118

 

Promoção Comercial é uma estratégia de comunicação que consiste basicamente em participar de feiras e eventos. Como qualquer ferramenta do composto de marketing, os aqui conhecidos 4 P’s (product, price,place, promotion), ela precisa estar integrada com os demais P’s, ou seja, não basta promover se não há produto certo, com o preço certo, com a distribuição certa e, enfim, com a estratégia de mercado certa.


O “P”da comunicação (promotion)  só entra em cena quando todos os demais “Ps” foram equacionados internamente à empresa,onde começa a internacionalização planejada. Ir ao mercado externo sem ter cumprido o dever de casa é fazer turismo de negócios, não promoção comercial.


Além disso, há um vício de se divulgar oportunidades comerciais como se isso gerasse negócio quando, na atualidade, o Google substituiu tudo isso com mais eficiência. Gasta-se uma montanha de dinheiro com sites governamentais de utilidade zero.


Se não bastasse, não há uma política unificada, o Ministério das Relações Comerciais faz promoção comercial, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior faz promoção comercial, a APEX faz promoção comercial, enfim, sempre mais do mesmo.


O MRE, por exemplo, perde a oportunidade de se juntar a APEX para fortalecer os SECOMs no exterior transformando-os em centros de negócios avançados para as empresas brasileiras para investir em um famigerado site de oportunidades.


A APEX, que deveria ser a inteligência integradora da Promoção Comercial, adora patrocinar feiras no exterior quando deveria investir internamente à empresa antes de levá-la a cometer vexames internacionais.


Um modelo simples, adotado por países como o Canadá e Itália, é investir em etapas até se chegar à feira. Primeiro, investe-se em consultoria (de marketing, design, tecnologia, comércio exterior, idiomas, etc). À medida que a empresa consolida seus 3 “P”’s internos, então sim, está pronta para ir ao “P” da comunicação investindo em feiras e na marca.


Por conta desta visão ultrapassada até hoje vendemos produtos, não marcas, sendo raras as empresas brasileiras que desenvolveram uma marca forte no exterior e, quando o fizeram, foi de moto próprio não de ajuda dos nossos órgãos de promoção comercial que tratam a venda como se fosse diplomacia cultural.


E observem que acabei de fazer uma análise simplória, a partir de conceitos de certa forma superados e sequer mencionei o marketing estratégico. Se quisermos nos tornar traders internacionais que não dependa das suas exportações apenas de commodities, por definição, produtos  sem diferenciação, precisamos dar massa cinzenta à promoção comercial já que até o governo e as entidades empresariais investiram somente em musculação.


Claudio César Soares, 49, é Diretor da Export Manager Trading School.

 

 


Um importante grupo siderúrgico europeu está procurando um trader internacional, graduado em engenharia, com experiência na área de produtos siderúrgicos, para basear-se em Barcelona, Espanha.

Interessados em conhecer os detalhes da vaga e candidatar-se devem enviar seus cvs para nborro@sntalent.com.br.

 

Fonte: Loyalty Assessoria Empresaria - 2012

 

 

Todas as modalidades de habilitação no Siscomex possuem Limites?


R.  Não. Apenas a modalidade de habilitação simplificada de pequena monta possui limite operacional por semestre de USD 150 000,00 para importações computadas na base CIF e de USD 300 000,00 para exportações computadas na base FOB. Abaixo um resumo das modalidades e suas aplicações.

 

 

(Fundamentação Legal: IN 650/06 e ADE COANA 03/06)



Dólar Futuro – Não teve fôlego para atingir o teto de 1,880 e voltou ao piso em torno de 1,800. Sobe de novo nesta semana.


Euro Futuro – contrariamente nossas expectativas, a semana passada a moeda despencou a 2,30, mas reagiu no final da semana. Deve buscar o teto de 2,430 nesta semana. Mudança de padrão.
 

Fonte: Export Manager