15/08/2014 

Global Sourcing Não é Turismo de Negócios

Edição 125

 

Na edição 116 desta   newsletter teci alguns comentários sobre a visão ultrapassada da política de promoção comercial brasileira que privilegia a participação em feiras internacionais mesmo que o potencial exportador tenha feito qualquer preparo interno em relação ao marketing operacional e estratégico.


Pelo lado da importação, no desenvolvimento de fornecedores internacionais, acontece o mesmo e também estimulado pelas próprias entidades representativas destes empresários.


Quando uma empresa brasileira decide que precisa desenvolver fornecedores no exterior, a primeira coisa que vem a cabeça é participar de uma missão comercial promovida por alguma associação ou sindicato, em geral  na Canton Fair, na China.


Temos negócios com a China desde a década de noventa e, desde então, o que vemos acontecer é uma profusão de missões comerciais que se transformam em turismo de negócios simplesmente porque nenhuma estratégia de global sourcing foi adotada previamente para gerar resultados, ainda que participando de uma feira em que todos os seus concorrentes também vão encontrar os mesmos fornecedores. Achar que terá exclusividade de fornecimento na China é sonho.


O primeiro  passo para se criar uma estratégia de sourcing é fazer um gráfico que divida todos os itens que a sua empresa compra em dois critérios: 1) risco de fornecimento e 2) valor anual comprado. Risco de fornecimento é a possibilidade da sua   empresa  parar entregas porque não há fornecedores confiáveis  ou os existentes tem alto poder de barganha.


Quando colocamos isso em um gráfico, teremos quatro tipos de produtos:

1) produtos não críticos, representados por itens com baixo risco de fornecimento e baixo valor anual comprador; 2) produtos gargalos, representados por itens com alto risco de fornecimento e baixo valor anual comprado; 3) produtos alavancáveis, representados por itens com baixo risco de fornecimento e alto valor anual comprado e, finalmente, 4) produtos estratégicos, representados por itens de alto risco de fornecimento e alto valor anual comprado.


Mapeados os produtos, podemos então dar início á formulação de uma estratégia de global sourcing eficiente que irá otimizar e focar nossas viagens internacionais e, desta forma, evitar que estas se tornem turismo de negócios ou uma verdadeira busca de agulha no palheiro.


E quem já foi à Canton Fair, sabe que, sem estratégia, é perda de tempo ir. Na última versão, foram exatos 58 714 estandes para serem visitados em 15 dias líquidos, nas três fases. São 3 914 por dia. Como a feira funciona das 8h00 às 20h00, são 326 por hora ou 5 por minuto. Entendeu porque precisa de uma estratégia?

 

 

Claudio César Soares, 49, é Diretor da Export Manager Trading School.

 


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Como efetuar a classificação fiscal de uma mercadoria – III ?
Em nossa experiência, a fase mais difícil da classificação fiscal é dar o início. Diante de tantos capítulos e posições, por onde devo começar?


Passo 3 – Iniciando o Processo de Classificação
Há duas formas de iniciar o processo de classificação fiscal: pesquisando por palavras e/ou no índice da tabela. Ambas tem vantagens e desvantagens.
Neste Passo 3, o resultado deve ser uma lista de potenciais capítulos onde a mercadoria pode ser enquadrada.


Nas Nomenclaturas ofertadas no mercado, todas de boa qualidade, portanto eleja a mais barata, há sempre uma opção de pesquisar por palavras. É uma pesquisa prática mas falha, sobretudo quando temos produtos cujo nome comercial é diferente dos elementos que o compõe.


A segunda maneira de listar os potenciais capítulos em que a mercadoria possa se enquadra, é indo ao Índice da Tabela e selecionar quais aqueles mais plausíveis.


Em ambos os métodos, o critério de selecionar um capítulo possível é o mesmo – o da essencialidade do produto.


Por exemplo, se formos classificar pneus de veículos,  poderemos eleger, num primeiro momento,  tanto o capítulo de 40 – Borracha e suas obras quanto o 87 – Veículos e suas partes.


Não tente acertar logo na primeira. A idéia aqui é manter a dúvida. Quanto mais capítulos forem selecionados, mais apurado será o processo de classificação e, portanto, maior probabilidade de acerto.



Dólar Futuro – reação de subida na semana passada indica viés de baixa entre 1,720 e 1,740.


Euro Futuro – queda na semana, limitado a 2,300.

 

 

Fonte: Export Manager