15/08/2014 

It is we, Obama

Edição 128

 

A Presidente Dilma Roussef inicia hoje visita aos Estados Unidos com uma agenda burocrática e insossa.

 

O ambiente eleitoral norte-americano não permite arroubos e, do lado comercial, quem decide é o Congresso e não o Executivo.

Esta é uma lição que o Brasil não consegue aprender. A sociedade norte-americana e sua representação, o Congresso, são permeáveis a pressões de qualquer grupo organizado. O lobby é uma atividade legal e transparente.

 

E nós, brasileiros, continuamos a fazer diplomacia presidencial quando deveríamos, há anos, trabalhar com profissionalismo junto ao Congresso no sentido de defender e pleitear nossos interesses.

O serviço diplomático, desde  o reinício das eleições diretas, é meramente protocolar, tendo em vista que todos os presidentes eleitos optaram por implementar uma diplomacia com os Estados Unidos segundo a vontade e ego de cada um e não dos interesses do país, sobretudo em matéria comercial.

 

Dilma tem o mérito de ser a Presidente menos personalista desde 1990, porém tratar de vistos de turistas e  acordo de bolsas de estudo, apesar de serem temas relevantes, revelam mais atendimento aos interesses norte-americanos que brasileiros.

O turista brasileiro, a trabalho ou a passeio, é um dos maiores consumidores do mundo e, por este motivo,   são alvo predileto dos comerciantes locais.

 

Brasileiros não eram benquistos apenas na época em que a economia brasileira era tão complicada que o melhor destino era o aeroporto e foram muitos os imigrantes ilegais.

Em algum momento nossa diplomacia terá de colocar em primeiro lugar a defesa de interesses comerciais e de criação de ambiente favorável de negócios e deixar de fazer diplomacia de punhos de renda. Neste dia talvez consigamos um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Claudio César Soares, 49, é Diretor da Export Manager Trading School.

 

 

Fonte: Export Manager